5 golpes financeiros mais comuns e como agir para recuperar seu dinheiro
Golpes cada vez mais sofisticados exigem ação rápida
Com o avanço da tecnologia, os golpes financeiros se tornaram mais complexos e atingem milhares de brasileiros todos os dias.
De clonagem de WhatsApp a falsos advogados e investimentos, os criminosos usam dados reais e estratégias profissionais para enganar.
A boa notícia é que, com ações rápidas, provas corretas e apoio jurídico especializado, é possível buscar o ressarcimento dos prejuízos.
Neste artigo, você vai conhecer os 5 principais golpes que levam vítimas à Justiça e um passo a passo prático de como agir em cada caso.
1. Golpe do Falso Advogado
Como funciona
Criminosos acessam dados reais de processos (disponíveis em sites de tribunais) e se passam por advogados.
Eles informam que o processo foi ganho e que haverá liberação de valores, mas exigem depósito antecipado de “custas” ou “taxas”.
Documentos e provas úteis
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Prints de conversas com o falso advogado;
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Comprovante de depósito ou Pix;
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Número do telefone utilizado pelo golpista;
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Dados bancários da conta que recebeu os valores.
Passo a passo para agir
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Banco: solicitar bloqueio imediato do valor via Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.
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Polícia: registrar boletim de ocorrência com todos os documentos.
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Órgão fiscalizador: denunciar à OAB se houve uso indevido de nome de advogado.
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Advogado especializado: ajuizar ação contra a instituição financeira que recebeu os valores, buscando devolução.
2. Golpe da Falsa Central de Atendimento
Como funciona
Golpistas ligam se passando por banco/cartão de crédito e alegam compras suspeitas.
Pedem que a vítima transfira valores para “conta segura” ou instale aplicativos que dão acesso remoto ao celular.
Documentos e provas úteis
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Número da ligação ou prints da conversa;
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Comprovante da transferência;
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Prints da instalação de aplicativo fraudulento, se houver.
Passo a passo para agir
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Banco: comunicar fraude e solicitar contestação imediata da transação.
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Polícia: registrar ocorrência e entregar prints e comprovantes.
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Banco Central: denunciar a falha de segurança pelo site do BC.
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Advogado: ingressar com ação judicial pleiteando ressarcimento, alegando falha de segurança da instituição.
📌 Jurisprudência favorável:
STJ – REsp 1.899.304/SP: bancos respondem objetivamente por fraudes eletrônicas quando falham em identificar movimentações atípicas.
3. Golpe do Falso Investimento
Como funciona
Promessas de lucro rápido em criptoativos, ações ou negócios fraudulentos.
A vítima deposita valores e, quando tenta resgatar, não consegue.
Documentos e provas úteis
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Comprovante de transferência;
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Material de propaganda do “investimento”;
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Prints da plataforma fraudulenta;
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Conversas com os golpistas.
Passo a passo para agir
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Banco: tentar bloqueio dos valores.
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Polícia Federal: registrar ocorrência (fraudes financeiras interestaduais/internacionais).
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CVM (Comissão de Valores Mobiliários): denunciar oferta irregular de investimentos.
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Advogado: ingressar com ação para bloquear ativos dos golpistas e responsabilizar instituições financeiras envolvidas.
4. Golpe do Falso Anúncio de Venda
Como funciona
Produtos em sites ou redes sociais com preços muito baixos.
A vítima paga via Pix ou boleto falso e nunca recebe o produto.
Em outra variação, o golpista forja um comprovante de Pix ao comprar algo.
Documentos e provas úteis
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Print do anúncio;
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Conversas com o vendedor;
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Comprovante de pagamento ou comprovante falso recebido;
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Dados da conta bancária que recebeu o valor.
Passo a passo para agir
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Banco: acionar o MED do Pix para tentativa de devolução.
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Polícia: registrar ocorrência e entregar provas.
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Procon: registrar denúncia contra plataforma que não fiscalizou o anúncio.
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Advogado: ajuizar ação contra o banco e/ou a plataforma de e-commerce por falha na segurança.
5. Golpe do Pix e Clonagem de WhatsApp
Como funciona
Golpistas clonam o WhatsApp da vítima e pedem Pix a familiares e amigos.
Em outra variação, enviam comprovante falso de pagamento.
Documentos e provas úteis
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Prints das conversas falsas;
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Comprovantes de Pix;
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Número clonado do WhatsApp.
Passo a passo para agir
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Banco: contestar Pix e pedir bloqueio imediato.
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Polícia Civil: registrar ocorrência de estelionato digital.
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Plataforma (WhatsApp/Meta): denunciar clonagem da conta.
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Advogado: buscar devolução judicial dos valores e responsabilização por falha de segurança.
O que as vítimas procuram na advocacia
As vítimas não querem apenas registrar boletim de ocorrência — elas precisam de:
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Bloqueio imediato de valores para evitar maiores prejuízos;
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Ações rápidas contra bancos e plataformas digitais;
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Orientação jurídica preventiva para evitar novas fraudes.
O advogado especialista em direito digital e bancário é essencial, pois reúne provas, orienta a denúncia correta e age judicialmente para reaver os valores.
O que fazer após ser vítima de golpe online
✅ Bloqueie o valor junto ao banco (MED do Pix).
✅ Reúna todas as provas: prints, comprovantes, propagandas falsas.
✅ Registre boletim de ocorrência imediatamente.
✅ Faça denúncia ao órgão fiscalizador (CVM, Procon, Banco Central, OAB).
✅ Procure advogado especialista para ajuizar ação e buscar ressarcimento.
FAQ – Perguntas Frequentes
✅ Posso recuperar valores transferidos por Pix?
Sim, desde que o pedido de bloqueio seja feito rapidamente via MED.
✅ O banco é responsável por ressarcir em caso de golpe?
Sim, quando há falha de segurança ou movimentações atípicas não barradas.
✅ O que devo entregar ao advogado?
Todos os comprovantes, conversas, prints, anúncios e boletim de ocorrência.
Conclusão: ação rápida é a chave para minimizar prejuízos
Os golpes digitais mais comuns — falso advogado, falsa central, falso investimento, falso anúncio e clonagem de WhatsApp — mostram que qualquer pessoa pode ser vítima.
A diferença está em como agir: reunir provas, denunciar aos órgãos corretos e contar com advogado especialista para buscar ressarcimento.
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